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| Quem também gosta de observar as flores pelo caminho? |
Há quem veja apenas uma flor.
Eu vejo um jeito de existir.
Minha beleza nunca foi só aparência.
Ela mora na forma como me adapto,
ao sol que aquece,
à sombra que acolhe,
sem deixar de ser quem sou.
Sou delicada,
mas aprendi que delicadeza
não é o contrário de força.
Minhas folhas têm forma de espada,
não para atacar,
mas para guardar o que existe de mais verdadeiro em mim.
Trago cores suaves,
mas também carrego meus próprios limites.
Nem toda beleza foi feita para ser tocada sem cuidado.
Há em mim uma força silenciosa,
que protege minha essência.
Posso durar apenas um dia,
e, ainda assim,
renasço tantas outras vezes.
Porque recomeçar
sempre fez parte da minha natureza.
Como um camaleão,
visto novas cores,
acolho novas fases,
sem abandonar quem sou.
Talvez seja por isso
que me reconheço nessa flor.
Ela não floresce apenas para ser admirada.
Floresce para lembrar
que a verdadeira beleza
está na coragem de ser delicada,
resistente
e, quando preciso,
saber proteger a própria alma.
